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Dor, formigamento, vômitos: Saiba mais sobre picadas de escorpião


Acidentes envolvendo picadas de escorpião podem evoluir para quadros graves e até fatais, especialmente em crianças e pessoas acima de 60 anos

O médico intensivista e toxicologista Alonso Monteiro, do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Goiás (CIATox/SES-GO), reforça a importância de buscar atendimento médico imediatamente após a picada, já que a soroterapia, tratamento indicado nesses casos, não reverte o quadro, mas impede a progressão dos sintomas e complicações.

Apesar de variadas espécies, os escorpiões produzem um único tipo de veneno e apenas um tipo de soro, o antiescorpiônico, é eficaz para realizar o tratamento após a picada.

Alonso Monteiro explica que o envenenamento causado pelo escorpião afeta o sistema nervoso central e periférico, podendo provocar sintomas como dor intensa no local da picada, formigamento, arritmia cardíaca, vômitos e até sinais que se assemelham a um infarto. A dor, segundo ele, é instantânea, mas outros sintomas podem levar até meia hora para se manifestar.

O médico ressalta ainda que a confirmação da causa da morte em casos fatais só pode ser feita após análise do Instituto Médico Legal (IML) das lesões causadas pela picada, considerando fatores como o tempo desde o acidente, além da região do corpo atingida e a quantidade de veneno injetada.

Alonso reforça que os pais costumam querer dar banho ou limpar as crianças antes de levar ao hospital mas que essa demora pode impactar na resolução do quadro.

Além do atendimento médico, as equipes do Centro de Zoonoses de Goiânia realizam investigações nas residências onde ocorreram os acidentes. O objetivo é identificar possíveis focos de escorpiões, como entulhos, madeiras acumuladas e grande presença de baratas, que servem de alimento para esses animais, portanto cuidar do quintal não evita apenas o mosquito transmissor da dengue, mas também o escorpião.

A média de mortalidade de seres humanos por picada de escorpião varia de 800 a 2000 pessoas anualmente, crianças e idosos são os mais vulneráveis.

Fonte: Mais Goias

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